Vista Alegre | Alimentos Orgânicos - Blog

Ingredientes 180g (1 e 1/2 xícara) de fubá de milho Crioulo Amarelo 120g (1 xícara) de farinha de trigo 320g (2 xícaras) de açúcar 240ml (1 xícara) de óleo 240ml (1 xícara) de leite 4 ovos caipiras 1 colher de (sopa) de fermento em pó Modo de preparo Pré aqueça o forno a 180° graus. Unte e enfarinhe uma forma de 25cm de diâmetro com furo central. Bata os líquidos (óleo, leite e ovos) junto ao açúcar no liquidificador. Transfira para uma vasilha e adicione farinha o fubá de milho amarelo crioulo. Misture bem com a ajuda de um fuet. Coloque o fermento e misture rapidamente. Coloque na forma e leve ao forno por cerca de 30 minutos. Faça o teste do garfo: Finque no meio do bolo, se sair limpo , está pronto.
CAFÉ DA ROÇA Bem-te-viiiii, Bem-te-viiiii, Bem-te-viiiii Nossa, hoje ele acordou cedo !! Domingo é dia de descansar, bem que ele podia começar a cantar lá pras 10 horas da manhã, pra dar um prazo um pouco maior de curtir a minha cama nesse frio gostoso. Domingo na roça não tem jeito, se levanta é cedo mesmo. Quando não é com o Bem-te-vi, ou com o Sabiá Laranjeira, quem me acorda mesmo é a Maria. Ela tem o jeito próprio dela de despertar as pessoas daqui de casa logo pela manhã. Não é batendo na porta, tampouco gritando pra levantar. Sabe o que ela faz? Coloca uns toco fino de pau no fogão a lenha, pro fogo pegar depressa, e quando já tá quente ela põe a água pra ferver. Nessa hora ela ainda não acordou ninguém ... calma !! Quando a água já tá fervendo, ela passa um cafezinho pra coar ... e aquele cheirinho gostoso, não tem porta fechada que segure, porque ele conhece bem os caminhos entre as gretas, entre as arestas das janelas e vai direto no nosso nariz. Dizem os entendidos que quando isso acontece, isso de um cheirinho gostoso chegar no nosso nariz, ele vai atiçando umas células nervosas que tem por lá, e essas tratam de avisar ao nosso cérebro que o café tá pronto, e é chegada a hora de despertar !! Eu gosto bem de um café da manhã na roça. Parece com o almoço da cidade ... tem de tudo!! No cafezinho quente, que a Maria coou, eu adoço com o açúcar mascavo que o Sô Nilo me presenteou. Na roça ainda tem disso, a rapadura moída, adoça tudo quanto há! E num é que outro dia eu tive numa cafeteria chique, aí na capital, e vi o danado desse açúcar mascavo adoçando os cafezinhos de lá também. Além do café, a Maria sabe fazer uma torradinha como ninguém. Minha mãe até diz que se lembra da minha avó, que com uma paciência danada, cortava umas fatias bem finas do pão velho, já duro. Pegava essas finas fatias de pão, passava um pouco de manteiga que a gente fazia na fazenda, e coloca no forno para fazer as torradas. Quando quentinha, desmanchava na boca da gente. Na torrada vai a geléia de amora, ou de jabuticaba. Aqui na Vista Alegre temos dois pezinhos de jabuticaba, e quando temos sorte dos miquinhos não limparem o pé antes da gente, produzimos um pouco de geléia também. Eu gosto do café da roça, e gasto um tempo bom nele ... porque comer bem de manhã cedo, nos traz um humor bom, pro resto do dia. Desse jeito não há ranzinza que resista !!   Corre em nossa lojinha, em nosso empório tem várias delicias, geleias, compotas e outras gostosuras para alegrias as primeiras refeições dos nossos dias !! Boa semana pra vocês !!
OVO FRITO Hoje teve ovo frito no almoço da FarmHouse (Casa da Fazenda), casa aonde eu moro aqui nos EUA, uhmm, bom né. Bom nada, esperava que os fazendeiros daqui soubessem pelo menos fazer um ovo frito. Mas não! Também, nas fazendas daqui não tem fogão a lenha: fazenda quadrada, ovo quadrado, país quadrado!   Outro dia lembrei da Criola, minha mãe da roça, trabalhou mais de 15 anos na fazenda, junto com o Mundico, seu marido. Se a Criola soubesse a falta que senti dela nesse dia, acho que ela ia se emocionar e chorar, que nem eu. E tudo isso começou por que lembrei do ovo frito que ela fazia. (Mas chorar por causa de um ovo frito?) Isso porque vocês nunca comeram o ovo frito da Criola … -Lucas … sai do curral e vem almoçar que já tá na mesa… vem logo senão esfria – disse a Dona Lili -Já vou mãe!!! ... Ja volto Mundico, desarreia o Queimadim pra mim e solta ele por favor! (Saí correndo do curral para casa, enquanto o meu cavalo Queimadim voltava para o pasto) - Vai la lavar sua mão e senta pra comer, hoje tem farofa de couve, do jeito que você gosta. (E gosto mesmo, farofa de couve é bom né! Tinha arroz também, feijão, chuchu, angu e frango caipira. Mas cadê o ovo?) -Mãe, cadê meu ovo? -Lucas, hoje não é dia de ovo, você ja comeu ontem! -Mas ...Mãe, Criola num vai tá aqui amanha!! -Tá bom, então pede pra ela fritar um pra mim também. - Criola, frita um ovo pra mim, mamãe vai querer um também! - E seu pai? Perguntou a Criola - Papai não. E lá se foi a Criola . .. jogou mais um pedacim de lenha no fogo e pegou a frigideira. Ela tinha uma frigideira pequenininha, dava pra fritar até ovo de gansa, não mais que isso. A frigideira tinha um cabinho de madeira, escuro já por causa do óleo, e cabia certinho na segunda menor boca do fogão a lenha, onde o fogo chegava bem forte. - Cê qué seu ovo mole né Lucas? - É, molinho, o da mamãe cê pode furar a gema! A Criola pegou a banha de porco, meia colher de sobremesa, e colocou na frigideira. Quando já tava quente, quebou o ovo, e jogou um dedim de sal por cima. Quando ela frita ovo caipira nessa frigideira, sempre sobra um espaço ao lado do ovo com a gordura, ela pega essa gordura com uma colher e joga por cima da gema, formava uma capinha branca, acho que é um pouquinho da clara que tem ali, e essa capinha não deixa a gema furar dentro da frigideira. Com o fogão quente, a borda do ovo fica crocante, começa a torrar, mas a gema não endurece porque a clara frita muito rápido. A frigideira era velha, não tinha nada de teflon, mas o ovo nunca grudava, pelo menos quando a Criola fazia, até hoje não sei o porquê. Pronto, agora sim, farofa de couve, arroz, feijão, chuchu, angu, frango caipira e ovo frito com a gema bem mole. Quando era bem novo, gostava de brincar com o ovo, tentando tirar a capinha branca de clara em cima da gema, sem furar a gema, mas depois que cresci um pouquinho não tinha mais paciência pra isso. Furava o ovo, espalhava a gema ainda quente no prato, cortava o resto do ovo e misturava tudo. Agora sim, cada garfada tem um pouquinho de tudo, tudo o que mais gosto. Nessa época não gostava muito de pimenta, uma gotinha a mais podia estragar tudo, e quem manda no meu prato é o ovo frito, e não o ardido da pimenta. Ovo de galinha caipira é bom demais, tem o gostinho da roça,  parece que a alegria que elas sentem de poder cismar no terreiro se transporta pro gosto do ovo.  Acho que é por isso,  não sei explicar direito. Engraçado isso tudo, nunca imaginei que a lembrança de um ovo frito ia me fazer sentir isso. Mas no final das contas, de que mais a gente precisa pra ser feliz além de comer um ovo frito redondo, feito num fogão a lenha, sentado ao lado de quem a gente ama, no nosso cantinho predileto? - Brigado viu Criola! Mãe, vo lá no curral que o Mundico já ta saindo pra tocar as vacas. - Mas você acabou de almo ... Lucas ... volta aqui... Lucas!!!! - Deixa ele Eliana! Criola, traz um cafezinho pra mim e pra Eliana por favor. - O do Nico cê trás com adoçante. (texto escrito em 2009, época em que morei nos EUA, para estudar agronomia, e comer ovo quadrado, e como diz o escritor e velejador Amir Klink: "Época para conhecer o frio para desfrutar do calor Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sobre o próprio teto.")
Quando tomamos a decisão de seguir um estilo de vida saudável, quase sempre, a primeira mudança é na rotina alimentar. Contudo, essa pode ser uma ação confusa, afinal, atualmente é possível encontrar inúmeras opções de alimentos no mercado, que vendem o “saudável”. Entre eles, os naturais e os orgânicos. Você sabe qual é a diferença entre eles?    A verdade é que, diferente do que a maioria pensa, existe uma diferença muito grande entre os alimentos naturais e os orgânicos. O primeiro grupo agrupa todos alimentos encontrados na natureza, mas que, mesmo assim possam ter passado por alguma intervenção química, um exemplo disso é a adubagem com agrotóxicos. Contudo, mesmo com isso, eles são livres de ingredientes sintéticos, artificiais ou aditivos.   Já os orgânicos, que também abrange os alimentos encontrados na natureza, são cultivados de forma diferente. A produção é realizada através de matérias-primas provenientes também da natureza, sem adição de agrotóxicos ou qualquer outro produto químico. Dessa forma, eles não causam nenhum tipo de dano para o consumidor. Os alimentos desse grupo são certificados, e você pode conferir no ato da compra.    Então é ruim consumir alimentos naturais?   Se os alimentos naturais não são tão limpos como os orgânicos, é ruim nos alimentar deles? De jeito nenhum! Claro que a melhor opção é o grupo de alimentos orgânicos, mas os naturais também são uns dos mais saudáveis que você pode oferecer para o seu corpo. Quando são distribuídos de forma correta na rotina, eles oferecem muitos benefícios para a saúde, como o controle e prevenção de doenças crônicas, equilíbrio nutricional, controle do peso, além de serem muito mais saborosos no paladar.    O selo de certificação dos produtos orgânicos   “A certificação de produtos orgânicos, é o procedimento pelo qual uma certificadora credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e “acreditada” (credenciada) pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), assegura por escrito que determinado produto, processo ou serviço obedece às normas e práticas da produção orgânica. A certificação apresenta-se sob a forma de um selo afixado ou impresso no rótulo ou na embalagem do produto.” - Organics Net Como vimos, todos os alimentos orgânicos são naturais, mas nem todos os naturais são orgânicos. Engraçado, né?! Mas o importante é entender a segmentação dos produtos para não errar na hora de comprá-los!   A Vista Alegre  entende isso, e tem a certificação que comprova: somos completamente orgânicos! Isso porque apostamos em um rural que concilia a tecnologia com a tradição, a prática com a teoria, o suor do esforço com a dignidade do trabalho, a alegria de produzir saúde com a vontade de consumir o bem-estar.   Nossos alimentos são produzidos de forma sustentável, sem a utilização de agrotóxicos e fertilizantes químicos. A natureza é a nossa aliada, e os nossos funcionários dispõem de instalações e condições de trabalho que lhe proporcionam prazer e satisfação ao trabalhar.   Conheça nossos produtos, invista na sua saúde!  Acesse nossa loja on-line e confira.   
“Oh, Capim Branco, terra risonha Terra que sonha com alegria Tua boa gente tem emoção No coração [...] ” Como o próprio hino já diz, Capim Branco, é um lugar lindo, acolhedor, alegre e receptivo, além de possuir também, uma história marcante e importante para o nosso país.  Conhecido por muitos anos como “A terra do alho”, Capim Branco já foi um dos maiores municípios produtores de alho de todo o Brasil. Por muito tempo, essa atividade alavancou intensamente a economia do município, abastecendo o mercado mineiro e outros estados, além de ter movimentado também o turismo da cidade com grandes eventos e manifestações culturais, como: a Festa do Alho e os bailes, que atraíam pessoas de todo o Brasil, tornando a cidade bastante conhecida. Hoje a produção de alho em Capim Branco quase não existe, devido a uma doença que atingiu o município a alguns anos, conhecida como “Mofo Branco” , um fungo que contamina o solo e se mantém na terra por muitos anos. Essa doença alcançou diversos produtores de alho da época, que se viram obrigados a encerrar suas produções e muitos deles sofrem ainda hoje com essa doença no solo. Por isso não é exagero dizer que o Mofo Branco é uma das piores doenças enfrentadas pelos produtores rurais. Além disso, hoje a cidade enfrenta também uma grande concorrência na produção do alho, que é feita principalmente por grandes produtores no noroeste de Minas e grande parte do alho consumido em Minas e no Brasil é importado da Argentina e da China, por conta do baixo custo. Atualmente o Município destaca-se fortemente por sua agricultura orgânica, que tem ganhado a cada dia, mais e mais espaço no mercado mineiro. Para nós da Vista Alegre, a história da cidade permanece vivida em nossa fazenda e no nosso dia a dia. O Sô Nilo e o seu filho Marcone sócios da Vista Alegre, foram um dos primeiros comerciantes do Ceasa de Belo Horizonte desde a sua inauguração. E nessa época eles eram também um dos grandes produtores de alho atingidos pela doença do “Mofo Branco”. Hoje, o Sô Nilo e o Marcone, estão retomando a produção de alho na Vista Alegre, buscando reviver a história do alho em Capim Branco, além de produzir de um produto natural, com qualidade, sabor e claro, todo o amor que eles têm pela terra. Acesse o nosso site e conheça a nossa história e produtos.
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